Tudo o que segue trata de Selank. Mantemos linguagem clara, apoiamos na literatura e separamos o bem documentado do que segue em aberto.
Revisado em 2025-11-24. O que continua em debate é marcado como tal.
É assim que em 18 de junho de 1931, na ala feminina, a ele é confiado um exame de uma erotomana criminosa, seguido por Joseph Lévy-Valensi e Daniel Lagache, que mostra sua especialidade, a medicina legal. O ano de 1931 foi um ano crucial para Lacan, aquele onde ele começa uma síntese, partindo da paranoia, de “três domínios do conhecimento: a clínica psiquiátrica, a doutrina freudiana e o segundo surrealismo”. Isto irá leva-lo, se apoiando sobre um “brilhante conhecimento da filosofia” e após o “Caso Aimée”, à redigir sua tese que fará dele um chefe de escola.
Fontes: pt.wikipedia.org
=== Aimée ou a psicanálise para fora do poço da medicina (1932) === O caso Aimée deu a Lacan argumentos da sua tese de doutorado, intitulado "Da psicose paranoica e suas relações com a personalidade". Sustentada em novembro de 1932 em frente a um juri presidido por Henri Claude. Ele obteve o diploma de doutor em medicina, especialidade medicina legal, assim como o título de assistente hospitalar. Sua tese é, segundo Robert Misrahi “colocada sob o signo e espírito” de Espinoza, citado na primeira página e no fim da obra, notadamente através da noção de paralelismo, resposta ao problema da união entre alma e corpo e ao problema colocado na psiquiatria pelas teorias de hereditariedade-degenerescencia. Segundo Bertrand Ogilvie, Jacques Lacan, por uma inversão de uma moral que denuncia a ilusão reitera a lição espinozista que ao contrário a vida psíquica de cada um é de uma agir para a satisfação de suas diferenças e convida a reconhecer que na paranoia “as ilusões não tem menos consistência e interesse que a verdade”, quer dizer que ele tem uma personalidade própria, possivelmente produtiva e poética, e não somente alterada. Esta é substituta a tentativa de dialogo normativa de uma analise dos mecanismos dessas ilusões ao seio de um monólogo psicótico levado a sério. Essa concepção situa a paranoia – e a loucura em geral-, não mais como um fenômeno deficitário caindo na anomalia, mas como uma diferença ou uma discordância em relação a uma personalidade normal. Lacan aproxima o conceito espinozista de discordância com o da clivagem do eu de Freud.
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A definição e a causalidade da paranoia segundo Jacques Lacan se inscreve numa perspectiva dinâmica e não mais orgânica, questionando o fato que a psicose poderia ter uma origem única, e avançando na ideia de múltiplas determinações. Assim, “Lacan inaugura, à maneira de Freud, um modo de pensamento tópico, que será encontrado ao longo de todo seu trajeto intelectual. Lacan, por meio do caso Aimée deixa a psiquiatria pela psicanálise e “é a Freud e a seus discípulos que ele toma emprestado os conceitos clínicos […] ele aborda o continente da loucura a partir da revolução freudiana e do primado do inconsciente”. Daqui em diante, a paranoia, e a psicose, seriam tomadas como sendo curáveis e Lacan convida a psiquiatria a deixar todo organicismo e a abandonar a posição repressiva para adotar os princípios de tolerância, de profilaxia e da cura psicanalítica. Se a tese ocupa um lugar particular no itinerário de Lacan na medida onde “ela é ainda uma obra de psiquiatria enquanto já é um texto psicanalítico”, ele se destaca da primeira geração psiquiatrica-psicanalista francesa que teria integrado o freudismo a uma revisão da teoria da hereditariedade-degenerescencia, Lacan ao contrário mostra sua recusa “de integrar a psicanálise à psiquiatria” e a “ necessidade absoluta de fazer o inconsciente freudiano destacar-se a despeito da elaboração nosográfica da psiquiatria”; adicionando a esta uma valorização dos conceitos filosóficos e psiquiátricos alemães em detrimentos das concepções francesas, ditas “latinas”, Lacan juntou-se aos surrealistas.
Fontes: pt.wikipedia.org
Nesta “ seria o primeiro pensador da segunda geração psiquiatrica-psicanalitica a operar uma síntese entre dois grandes formas de penetração do freudismo” na França, entre a maneira psiquiátrica e o modo surrealista. Lacan lamenta não ter conduzido uma cura psicanalítica com Aimée, como ele nota em sua tese. A tese permanece entretanto ignorada pela primeira geração de psicanalistas franceses. Em psiquiatria, é seu camarada Henri Ey que redigirá um comentário elogioso em L’Encéphale. Serão as personalidades do meio artísticos e literários, Paul Nizan, René Crevel, Salvador Dalo, Jean Bernier – todos atravessas em graus diversos por um engajamento marxista -, que contribuíram para fazer de Lacan um “mestre à pensar pelo futuro do movimento psicanalítico francês” tanto quanto um “bardo de uma doutrina materialista no campo das doenças da alma”. Isto levará Lacan a abandonar sua teoria da personalidade de influencia espinozista e a fenomenologia psiquiátrica para se tornar um materialista hegeliano-marxista, o que o levará quatro anos mais tarde a se iniciar na fenomenologia do espírito e ao pensamento heidenggeriano por meio de Kojève e Koyré.
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Selank é resumido aqui a partir de literatura pública: definição, contexto e pontos recorrentes na prática. Informação geral, não aconselhamento médico.
A pesquisa sobre Selank apoia-se sobretudo em estudos de laboratório e modelos animais; dados clínicos variam conforme a substância.
Pureza e análise (HPLC, espectrometria de massa), reconstituição correta e armazenamento adequado são decisivos.%!(EXTRA string=Selank)
Nem todos os mecanismos estão demonstrados e um estudo isolado não é evidência global. As questões abertas são sinalizadas.%!(EXTRA string=Selank)